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Archive for janeiro \31\UTC 2010

Crise 2

A seguir cenas dos próximos capítulos! Não percam!!!

Em breve! Imagens coloridas!  rs

Preciso dormir!

Volto logo para seguir nosso curso desconhecido…

Alessandra

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Crise 1

Rafael nos trouxe a sugestão de utilizar o Varal do Tempo, postado abaixo, como uma estrutura  para começar a construir o espetáculo. Eu sinto que há uma dinâmica interessante neste movimento de água, neste rio que queremos fazer da rua.

Ele nos propôs uma caminhada lenta, muito lenta, que já havíamos feito outras vezes, inclusive com trouxas na cabeça. Depois então nos propôs que falássemos o que nos viesse a cabeça coma palavra NASCENTE. Nós o fizemos. Paradas, duras, sem quase nos mexer. Foi difícil. E curioso. Não saiu nada. Fomos todos para casa pensando: por quê?

Por um lado acho que simplesmente fomos CDF e nos prendemos a sugestão de “falar”. Mas não era só isso. De qualquer forma algo  travou, nem água nem fluxo. Depois de muito conversar num novo encontro,  Rafael sugeriu que tivessémos nosso tempo para criar do nosso jeito feminino, intuitivo, e depois mostrar o que  havíamos feito. A conversa foi muito importante. O processo criativo é definitivamente uma questão fascinante. Estou  escrevendo a horas  cansada agora para detalhar a conversa, mas vale a pena retornar a ao que estivemos refletindo juntos.

Criamos mais um varal de fotografias da nossa infância, um varal de roupas de boneca e trabalhamos um pouco com uma música tradicional cantada pela argentina Mariana Barah. Linda..Talvez acompanhada de um texto…

Fomos para a rua também, hoje, estender um varal de toalhas de renda branca.

Ainda não encontramos com Rafael e estamos com saudades dele!

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Varal do Tempo

Nascente

Aonde tudo começa naquilo que não tem fim

Córrego

Aonde tudo reúne no impulso do próprio ser

Rio

Aonde tudo se junta e escorre sem perceber

Curva

Aonde tudo desvia aconteça o que acontecer

Cachoeira

Aonde tudo despenca sem volta e sem querer

Foz

Aonde tudo termina nem nasce nem vai morrer

Rafael Camargo

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Comi suchi. Conversamos Thayana, Luciano e eu, depois do nosso encontro com Rafael. Quantos nomes, quanta gente, quantos pensamentos, quantas idéias, quantos métodos, quantas maneiras distintas de criar, de organizar de pensar, sentir, viver…

Onde nos encontramos? Como criamos juntos algo que é tão meu e de Thay, que somos pessoas tão diferentes mas que neste momento temos algo girando em torno de nós duas, que mesmo sem saber ainda como vai se manifestar sabemos, pressentimos, intuimos algo, como se nós duas soubéssemos do que ainda não sabemos como será concretizado… ou sabemos? Tive hoje a nítida sensação que há algo pairando em torno de nós… e que aos poucos vamos manifestando, abrindo, materializando. Muitas águas já rolaram por baixo de nossas pontes… percebi hoje como de alguma maneira nos meus trabalhos mais próximos de mim mesma, aqueles feitos por absoluta necessidade, tem uma linha, interesses que se repetem… se livrar de fardos… abrir o peito… a rua … as pessoas comuns… relações humanas… as longas saias… o plástico… o vermelho…o tecido… o costurar… as lentas passadas com o balaio na cabeça… os olhares penetrantes… de fato estar… trazer no corpo tudo que será utilizado… arrastar sacos de água com bonecos de plástico em placentas ou afogados em água… arrastar… se livrar e agora… deixar ir.

 

Como transitar, como se relacionar com o outro num processo artístico tão pessoal?

 

Vontade de voltar ao que nos propusemos… encontrar com mulheres a beira do rio mais vezes… conversar com mais lavadeiras… imprimir em lençois estes olhares e mãos e colos… lavar a escadaria do palácio do governo… fazer fazendo… escutar o que o corpo registra de tudo isso… ações na rua como processo criativo… uma coisa que gera a outra que gera a outra… que não saia da cabeça mas venha por todos os poros, cheiros, ouvidos, venha pelo que é vivido, e então processado e escolhido. Por isso é tão importante que este processo esteja ao vento, estendido, que não se percam pelos caminhos as pequenas peças íntimas, que se tente, se arrisque… antes de fazer escolhas. Mas sim sim, Thayana tem toda razão… precisamos retornar, aprofundar, tentar de novo, em outro lugar, em outro contexto…

Tenho tido um imenso prazer em escrever. Quero costurar corações. Quero fazer meu vestido de fardos, meu vestido de dor. Escrevi em outro trabalho… Preciso vestir minha dor para poder trocar de roupa. Agora eu quero lavar, deixar ir, estender e cantar para Santa Clara Clarear.

Santa Clara Clareou, Santo Antônio espalhou, peço a Deus que mande sol prá enchugar nosso lençol.

E diz Thay… é tudo tão símbólico,vejo imagens, como um álbum de fotografias.

Que sucitam distintas emoções em sensações em quem as vê, em quem passeia entre rendas, em quem molhas as mãos, em quem ajuda um “extranho” a torcer a roupa… Extranho? Extranho me parece estarmos tão longe uns dos outros.

Sinto que antes de pensar na sequência do album, que certamente Lu cria significados, ainda precisamos tirar mais fotografias. Ir para a rua. Ir para o corpo. E não perder as fotografias que já tiramos. Nada de deixar as roupas cairem no caminho para o banho. Já fiz tanto isso…

Alessandra, terça-feira de chuva. Jazz depois do suchi. Cigarras. E água , água… como cai água do céu, como jorram palavras de mim…

 

Está no corpo, nas dobras da calça branca na bacia azul, na leveza da renda ao vento,na verborragia física , diz Ricardo… gotas da próxima núvem…

 

As vezes parece que nunca mais vou parar de escrever… gosto do som das teclas…e do desenho das letras no papel…

 

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 Encontrei meu amigo Mário que é poeta, no melhor boteco da cidade. Conversando sobre livros e varais, algumas poetisas para ler:

Coral Bracho (mexicana), Josely Viana Batista e Cecília ou Célia Vicuña (chilena). Ah, e segundo ele ,tão incrível como Clarisse , Soror Juana Inês de La Cruz (mexicana no séc. XVIII).

O poeta citou também  também James Joyce em Finnegans Wake, “Tell-me about Annalyvia Plurabelle” além da Odisséia de Homero, talvez canto VI ou VII, Ulisses na Ilha de Nausicaa.

Em outra conversa com outro bom amigo, Vinícius, mestrando em educação, mais indicações “Gesto Inacabado “de Cecília Almeida Sales, sobre processo criativo. Ele lembrou ainda da vasta presença de lavadeiras em pinturas. E algo sobre o filme “Sonhos de Kurosawa”. Eu mesma gostaria de reassistir “Gabeh”. Luciana, nossa amiga também, comentou sobre um filme fácil de achar “Colcha de Retalhos”com Winona Rider. Rafael sugeriu que víssemos algo de Kazu Ono em em nosso último encontro comentamos sobre os silêncios de John Cage, 4’33”… vontade de ler Água Viva de Clarisse Linspector.

Mas a melhor indicação foi de Rafael que sugeriu que conversássemos com Dona Belinda , uma senhora muito velhinha e muito sabida, que já lavou muita roupa e hoje só passa, passa, enquanto o tempo que lhe resta passa… e o meu também… passa…

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Rutes e Dorotéias

Em outra tarde de chuva encontros. Web encontros. Encontros ao vivo. Depois de conversarmos com Neto e Ricardo do Couve Flor, através de um e-mail de uma amiga de Thay descobrimos AS RUTES, um coletivo paulista cujo trabalho nos encantou. Delicadeza, encontros humanos com tempo, com calma, em plena atenção ao outro, tão simples, por isso mesmo tão belos. Lindo, lindo… o link:

http://coletivoasrutes.blogspot.com/  (os vídeos…)

Fazer da rua , entre outras coisas , um rio…

 Conversamos Neto, Ricardo, Thay e eu. Sobre como  “lavar roupa suja na praça” e de maneira sutil convidar o outro. Lavar a alma como de alguma maneira faziam as lavadeiras ao se encontrarem em torno da mesma função à beira d’agua. Os meninos sugeriram algo mais íntimo talvez, que um número restrito de pessoas lavasse conosco suas mágoas e estendesse suas alegrias. (escrevendo agora me parece uma tarefa e tanto fazer com que alguém lave mágoas na rua em um espaço de tempo determinado, talvez não seja este o termo, mas de qualquer maneira que lindo se nos for possível…). Sete  bacias quem sabe.

As Rutes fazem isso de alguma forma, sentam para escutar atentamente as histórias de assombração, cochicham contos de fadas ao pé do ouvido de prostitutas trabalhando na rua para saber qual o maior sonho de uma mulher …

Tudo em outro tempo, que não o da cidade. Como conversamos também com Rafael, um tempo suspenso, mas real, gente muito real.

Tempo, tempo para ouvir. Tempo para contar. Tempo.

Obs. Thayana citou o  Grupo XVIIII, que num espetáculo a atriz se refere aos espectadores por nomes parecidos com cores, Verdelino, e os incumbe de funções, os tratava como se fossem velhos conhecidos. Achei beeem interessante..

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Dêem uma olhada nesses “varais franceses”, da Marie-France Dubromel, uma trabalho absurdamente lindo!

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